QUEM SOMOS

  • Comunhão em fé
  • Comunhão em fé
  • Convenção das Irmãs
  • Servir como Cristo ensinou
  • Convenção das Irmãs

Quem Somos

Somos mulheres que se uniram, a fim de formar a Irmandade Evangélica Luterana, cuja missão consiste no apoio mútuo e no testemunho do Evangelho de Jesus Cristo, por intermédio de ações diaconais.
Sabemo-nos vocacionadas a seguir o exemplo de Jesus Cristo que veio ao mundo para amar e servir. Escolhemos, por isso, como nosso lema a palavra de Jesus: “Permanecei no meu amor” (João 15.9). Com vistas aos muitos sofrimentos no mundo, sentimo-nos desafiadas a colocar sinais concretos da presença misericordiosa e carinhosa de Deus.
A Irmandade começou a se formar a partir de 1939, quando as primeiras jovens vieram à Casa Matriz de Diaconisas em S. Leopoldo. Entrementes, várias gerações buscaram uma formação e exerceram seu ministério diaconal em diferentes campos de atividade, pelo Brasil a fora. Somos em torno de 60 Irmãs.

O estilo de vida das Irmãs passou por várias mudanças, mas os valores essenciais permaneceram.
Formamos uma comunhão de fé, de serviço e de vida. Isto significa:
* Cultivamos uma espiritualidade de seguimento aos ensinamentos de Jesus Cristo e seu exemplo de vida.
* A comunhão de serviço concretiza-se na complementação dos dons de cada Irmã e na realização de projetos diaconais assumidos em conjunto. Também unimos forças para promover o desenvolvimento do diaconato na Igreja, investindo na formação de profissionais e voluntários.
* A comunhão de vida foi uma característica muito forte no início da história da Irmandade, quando, a exemplo de ordens católicas, as Irmãs usavam um hábito e tinham o celibato e a comunhão de bens como condição para fazer parte da comunhão. Hoje, as Irmãs vivem de forma independente, sendo um dos valores essenciais o apoio mútuo.

 

Filiar-se – por quê e como?
O caminho à Irmandade está aberto !

Ele está aberto para toda mulher apartir dos 20 anos de idade que se identifica com a missão da Irmandade. A candidata pode estar exercendo um dos quatro ministérios da IECLB, ou se preparando para um deles. Também pode, sem fazer parte de um ministério específico, estar exercendo alguma profissão, como, por exemplo, a de nutricionista, psicóloga, enfermeira, assistente social, pedagoga, terapeuta ocupacional, agrônoma e outras.
A Irmã pode ser: solteira, casada, divorciada ou viúva.

Motivações para a filiação:
* Fazer parte de um grupo de mulheres, no qual cada uma contribui com seus dons específicos para o bem de todos e da causa comum.
* Fazer parte de um grupo no qual se pode compartilhar alegrias e tristezas, num clima de confiança mútua.

A comunhão tem grande importância para quem ocupa um ministério, mas especificamente para quem exerce diaconia.
Isto, porque:
* A comunhão faz parte da essência da diaconia, pois a sua proposta é incluir, integrar. A comunhão das Irmãs, formada por pessoas diferentes, é um exemplo de integração.
* A comunhão fortalece o serviço. Quem pretende envolver-se em questões de sofrimento humano precisa do apoio de um grupo e da união de forças e talentos. A Irmandade pode proporcionar isto.

Quem deseja filiar-se, passará por um estágio de aspirantado, durante o qual haverá oportunidade para conhecimento mútuo.



 

Nossas raízes – aspectos históricos
Para entender a atual composição da Irmandade e sua atuação, é importante fazer um breve retrospecto histórico.

As Irmãs pioneiras.
Quando a Casa Matriz em São Leopoldo foi fundada para acolher mulheres jovens que queriam servir ao Senhor como diaconisas, já havia 85 diaconisas da Alemanha trabalhando em vários lugares do Brasil. Nem todas tinham nascido na Alemanha. Também havia entre elas brasileiras que, vocacionadas para o ministério diaconal, filiaram-se à Casa Matriz em Wittenberg, por faltar uma casa de formação no Brasil. A Irmã Lydia Pechmann, filha de Pastor alemão, mas nascida em Santa Maria, RS, é um exemplo. Após formar-se em pedagogia e enfermagem na Alemanha, voltou em 1914 ao Brasil, para, inicialmente, trabalhar como diaconisa na paróquia de Navegantes, Porto Alegre.

A influência do estilo alemão.
A Casa Matriz em Wittenberg tinha sido fundada com o fim específico de enviar diaconisas para o exterior. Foi aqui que também se formou a Irmã Sophie Zink, nascida em Rio Claro, SP. Ela voltou ao Brasil em 1920 e serviu como diretora do Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre, durante 25 anos. Também foi a Irmã Diretora das Irmãs de Wittenberg no Brasil. Estas Irmãs, instruídas conforme o modelo de vida religiosa da época, tiveram forte influência sobre a jovem Irmandade brasiliera. O estilo de vida obedecia a regras rígidas, e, por isso, não faltaram dificuldades de adaptação a este regime. No entanto, em meio aos obstáculos, a Irmandade brasileira encontrou seu caminho próprio.

A evolução.
Dentro de uma proposta de maior liberdade e responsabilidade individual, as Irmãs passaram a escolher seu campo de serviço diaconal. O uso do hábito, que as caracterizava exteriormente como ‘religiosas’, passou a ser opcional. A geração mais nova também mudou do sistema financeiro de assistência mútua para o sistema de auto-gerenciamento dos seus bens e vencimentos. Uma grande mudança foi a abertura para o casamento: Irmãs diaconisas podem ter família própria, ainda que o celibato continua tendo um grande valor. A última mudança do seu estatuto ocorreu em julho de 2011, quando a Irmandade aprovou a abertura para mulheres de outros ministérios específicos da IECLB.

  • Turma de alunas 1981

  • Ministérios

  • Deus vocaciona

A formação diaconal
Inicialmente, a formação das diaconisas na Casa Matriz de Diaconisas não tinha um currículo definido. Mas, em 1974, foi criado o Seminário Bíblico-Diaconal que iria dar às Irmãs o embasamento teológico e prático necessários para o seu ministério. Os cursos com as três ênfases em gerontologia, educação infantil e trabalho comunitário, beneficiaram, durante 25 anos, não só as diaconisas, mas também futuras diáconas e diáconos, além de outras pessoas que buscavam esta formação.

A Escola Seminário Bíblico-Diaconal, com seus cursos reconhecidos em nível médio, deixou de existir em 1999, quando a formação para o ministério diaconal passou a ser de responsabilidade da direção da Igreja. Foi a Escola Superior de Teologia (hoje Faculdades EST) que assumiu, junto à formação dos Pastores e Catequistas, também a formação teológica das Diaconisas, das Diáconas e dos Diáconos. A formação profissional secular das Diaconisas continuava acontecendo em outros estabelecimentos de ensino.

Cremos que também hoje Deus vocaciona pessoas para o ministério diaconal. Pois a diaconia faz parte da tarefa essencial da Igreja. Estamos buscando um caminho para a habilitação ao ministério.